Ambientar 2010 – Lançamento para imprensa

A quarta edição da Mostra de Decoração Ambientar será aberta ao público na sexta (dia 3). Expositores e jornalistas foram recebidos para um almoço na quarta (dia 1º) na Central de Decorados Consciente/ Bambui Empreendimentos. Algumas fotos dos presentes:

Luciana Messala (Hall de Entrada) e Robledo Cassio (Estar Solidário)

Marcelo Peralta e Juliana Barbosa

Ilézio (Consciente Construtora) e Joaquim (Bambui Empreendimentos)

Serviço – Ambientar 2010
Quando:
de 3 de setembro a 1º de outubro
Horário (Bilheteria): 15h às 22h (de terça a domingo)
Onde: Central de Decorados Consciente Construtora/Bambui Empreendimentos
Como chegar: Av. T-9 esquina com T-30 – Setor Bueno
Ingresso: 2 quilos de alimentos não perecíveis ou R$ 12

Cliente Interativa é citado em matéria de inclusão social

O McDonald’s, um dos mais antigos clientes da Comunicação Interativa, fez parte de uma matéria especial que a TV Record fez no último sábado (dia 17) sobre a inclusão de pessoas com Síndrome de Down no mercado de trabalho.

A matéria foi gravada no restaurante da Praça do Ratinho. O Henrique, que está há três anos na empresa, foi o personagem juntamente com sua mãe e o gerente regional do McDonald’s, José Mendes Barbosa.
Confira as fotos dos bastidores.

Em breve, postamos o vídeo para vocês!

Douglas Fernandes com o Gerente Regional do McDonald's em Goiás

Henrique conversando com a equipe de reportagem

Marilene, mãe do Henrique, dando sua opinião sobre o assunto

S2 e Publicom anunciam fusão

As agências de comunicação Publicom e S2 anunciaram nesta quarta-feira (dia 14) a fusão de suas operações e a criação da S2 Publicom, empresa que nasce com uma carteira de 70 clientes, 125 colaboradores e faturamento anual entre R$ 20 e 25 milhões. Com isso, ela passa a ocupar a quinta posição no mercado de comunicação corporativa, atrás apenas de CDN, FSB, In Press Porter Novelli e Grupo Máquina.

A agência passa a operar com dois escritórios em São Paulo (um na capital e outro em Alphaville), um no Rio de Janeiro e um quarto, a ser inaugurado no próximo ano, em Brasília.

A estrutura será complementada pela rede de afiliadas em 19 estados. Em Goiás, a Comunicação Interativa é a filiada exclusiva da rede Publicom, agora S2 Publicom. A nova empresa continua como afiliada exclusiva da Weber Shandwick no Brasil, representando aqui a maior agência de relações públicas do mundo, que acaba de ser reconhecida pela segunda vez consecutiva como Agência Global do Ano pelo Holmes Report, a principal publicação do setor .

Os 10 passos para o sucesso da comunicação

Já começo esta conversa pedindo desculpas. O título original deste artigo era “A angústia do sucesso instantâneo”, mas resolvi mostrar no próprio título como somos influenciados pela facilidade, pela agilidade, pelos moldes.

Em uma única semana devo ter visto mais de 50 links diferentes para os “10 caminhos da felicidade”, “8 formas de ganhar mais dinheiro”, “5 maneiras de subir na vida sem usar escadas” ou qualquer coisa deste tipo, e imagino que com vocês não deva ter sido diferente.

Hoje imprime-se tamanha aceleração nos negócios e nas comunicações que já não temos tempo de refletir suficientemente sobre nossas ações, quem dirá refletir e formar uma opinião consistente sobre qualquer assunto.

Flutuamos num mundo de certezas fugazes que se dissipam na névoa dos tuites e nas ondas do imediatismo. A solidez de outros tempos se esvai nas palavras do bom Bauman1. E como lidamos com esta “nova” realidade? Tenho apenas um binômio, bem antigo, para isso: estudo e prática.

Tente listar os momentos em nossas vidas nos quais podemos ignorar os estudos ou, de outra forma, seja cabível discriminar o conhecimento aplicado. Tanto a academia enfrenta críticas cotidianas por seu suposto hermetismo quanto o mercado se dá ao luxo de gerar um processo antropofágico a cada novo ano fiscal.

Nesta evolução galopante (alguns diriam involução), quem perde a órbita somos nós, os humanos que constroem e habitam estas mesmas estruturas. Tentamos achar nas apresentações, nos slides e manuais de bolso uma forma rápida de solucionar problemas e conflitos instantâneos. E neste contexto, inclusive a leitura se obriga a ser instantânea, a fim de atender aos tempos que de regalo nos sobram ao fim do dia.

Lemos com uma desatenção aplicada. Um esforço enganoso e até hercúleo. E ao final, completada a leitura, passamos para o próximo link, sem fazer juízo algum de valor. Moral da história: não tem história, quem dirá moral.

O consumo desenfreado de comunicações, marcas, produtos, cria em nossa mente um espaço em suspensão. Lemos sem saber do que se trata, falamos sem lembrar do que lemos e apoiamos/rejeitamos sem querer aprender mais sobre as coisas.

Mas vale uma boa ressalva aqui. Há momentos que os “10 isso” ou “8 aquilo” são cruciais para orientar nossas ações em meio a tanta velocidade e tantas mudanças. Bons exemplos são as nossas metas, quantificáveis e determináveis. Atribuir, como bem propõe o Prof. Dr. Mitsuru Yanaze2, pesos e prioridades para nossas aplicações faz com que tenhamos modos cabíveis de optarmos entre diferentes caminhos ao longo de nossas jornadas e a cada novo desafio.

Dos Objetivos do Milênio até as metas de uma mobilização interna pela redução de burocracias, tudo se mostra quantificável, o problema está em tentar transformar um aprendizado longo e contínuo, eminentemente qualitativo, em pequenos pontos mágicos que, no repente, farão de nós os maiores sucessos de que se tem notícia.

Se não entreguei a vocês os 10 passos para o sucesso que prometi no título, os dois primeiros já estão ditos, estudo e prática, mas os outros 8 ainda estão por vir. Tanto estes passos quanto os outros mais que são necessários para edificar uma história verdadeiramente de sucesso, que só pode ser trilhada de modo único, serão dados por cada um de nós, sem precedentes.

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1 – Zygmunt Bauman, autor de livros como “Modernidade Líquida”, “Amor Líquido” e “Identidade”.
2 – Prof. Dr. Mitsuru Yanaze, autor de “Gestão de Marketing e Comunicação” pela Editora Saraiva.

Mauricio Felício
mauricio.rp.usp@gmail.com

@mauriciofelicio atua no setor farmacêutico, com formação em Relações Públicas pela USP. Atualmente é professor conferencista da ECA-USP. Além de cursar MBA em Gestão de Comunicação e Marketing (USP/Florida University), é pós-graduando em Mídias Digitais (USP).

* Texto publicado originalmente aqui
* Reprodução autorizada

Comunicação Interativa realiza media training para executivos da Anglo American

A Comunicação Interativa realizou, em parceira com a LVBA Comunicação, um media training com executivos da Anglo American, uma das maiores mineradoras do mundo. O treinamento ocorreu nos dias 22 e 23 anos de junho nas cidades de Niquelândia e Barro Alto, onde a empresa mantém plantas industriais. Além do media training, a Comunicação Interativa participou também da aplicação do treinamento de Gerenciamento de Crise.

A agência é responsável pelo relacionamento com a imprensa local e regional, trabalhando informações a respeito das plantas industriais e de ações da empresa em prol do desenvolvimento sustentável das comunidades onde atua.

A sede da  Anglo American plc é no Reino Unido e capital aberto em Londres e Joanesburgo. As operações de mineração da empresa e sua carteira de projetos estão localizadas no sul da África, América do Sul, Austrália, América do Norte e Ásia. No Brasil, com operações instaladas desde 1973, a Anglo American possui plantas de níquel em Niquelândia e está investindo US$ 1,8 bilhão no Projeto Barro Alto, para ampliar sua produção de níquel – a partir de 2011, a nova planta tem expectativa de produzir 36 mil t/ano de níquel ao longo de 26 anos de operação.

Interativa prestigia evento do Grupo Multidata

Os diretores da Comunicação Interativa (Cristina Mattos e Francisco Barros) estiveram no Hotel Comfort Suites, onde o Grupo Multidata realizou, no dia 11 de junho, o Multimeeting, evento voltado para profissionais de TI e gestão de qualidade.

Na foto, eles aparecem ao lado de Helenir Queiroz, diretora executiva do Grupo.

10 perguntas sobre mídias sociais para Philip Kotler

1. De que modo as empresas devem utilizar redes sociais e as mídias sociais como ferramenta de marketing?
As companhias ainda não encontraram as respostas mágicas a respeito de mídias sociais, como Facebook e My Space. Nelas, milhões de pessoas conversam sobre produtos e experiências de consumo todos os dias. É um novíssimo mundo, em que essas conversas terão mais influência do que os comerciais.
Mas também tenho visto campanhas feitas para estimular o diálogo entre os consumidores. Muitas empresas de bens de consumo, como Dell e Burger King, têm realizado experiências nas redes sociais para ver o que acontece.

2. O site YouTube deve ser visto pelas empresas como uma ferramenta de marketing?
As pessoas estão se entretendo cada vez mais assistindo ao YouTube. Talvez não irão até a página de uma empresa para assistir a um comercial. Mas como as companhias não sabem quem terá ou não interesse, vale a pena veicular comerciais curtos. Os vendedores, por exemplo, poderão enviar o vídeo para os clientes.

Chegaremos a um ponto em que todas as empresas, grandes ou médias, terão um vídeo no YouTube. Lembre-se que clientes insatisfeitos também podem criticar ou satirizar uma marca no YouTube. As companhias hoje têm muito menos controle sobre o mercado.

3. Em meio a mudanças de comportamento de consumo e às novas ferramentas de marketing, como reconhecer o melhor caminho para cativar o consumidor?

As empresas devem, principalmente, entregar o que prometem e oferecer um excelente serviço. É sobre isso, na verdade, que os consumidores falam nas redes sociais. As pessoas aprendem rapidamente quais são as boas e quais são as más empresas. E essa propaganda boca a boca espalha-se muito rápido.

Com monitoramento, você pode encontrar quatro cenários:
- tudo o que se fala é negativo, o que é o pior cenário;- ninguém fala nada;- há quem fale de forma positiva e quem fale de forma negativa;- tudo o que se fala é positivo.

4. Na sua opinião, o que vai diferenciar o marketing da próxima década do marketing feito atualmente?
Não haverá uma mudança tão grande quanto a ocorrida há 20 anos, com o surgimento da internet. Não sei o que será a próxima grande invenção. O consumidor mais cuidadoso na hora de gastar talvez perceba que menos é mais. Ele descobriu que está trabalhando muito sem aproveitar tanto a vida.

5. Até que ponto o marketing de experiência é, de fato, eficiente para os negócios?
As empresas devem compreender que, em seus negócios, há design e venda de experiência. Um exemplo é a Starbucks. Ela tem condições de cobrar até US$ 4 por uma xícara de café, mesmo sabendo que o cliente consegue comprar mais barato.A experiência Starbucks é um punhado de coisas: é o seu terceiro endereço, depois da casa e do trabalho; é o lugar onde você passa um tempo para relaxar ou conversar com os amigos; é onde usa o computador o dia inteiro sem nenhum problema.

6. Como superar o desafio de fazer o cliente entender que nem sempre o menor preço é a escolha mais apropriada?

A recessão mostrou que as melhores companhias são aquelas que oferecem produtos de qualidade por um preço baixo, como Mc Donald’s e Wal-Mart. As empresas que optam em vender produtos mais caros têm algumas alternativas.
A primeira é demonstrar que a qualidade dos seus produtos é realmente superior. A segunda é criar uma outra marca, uma submarca, não tão boa quanto a primeira, mas satisfatória. Isso é interessante porque dá opções ao consumidor.
Normalmente, o cliente acaba preferindo o produto de menor custo. Isso aconteceu com a Procter & Gamble e com a Colgate. Mas é melhor perder espaço para uma submarca da empresa do que para um concorrente.

7. De que forma a gestão de marcas pode contribuir com a gestão da empresa, em meio a uma crise econômica?
Pode contribuir, sim, desde que a empresa já possua uma marca forte. Para enfrentar a recessão, essas companhias não serão obrigadas, por exemplo, a reduzir os preços tanto quanto as outras.
Já as empresas que não investiram em branding estarão duplamente em apuros: além de fragilizadas, não poderão construir uma marca nesse momento. O branding exige recursos financeiros difíceis de obter nesses tempos.

8. Se o senhor fosse abrir uma empresa com base em algo inovador, qual estratégia empregaria para promover esse novo produto?
Se uma empresa é criada com muito dinheiro, provavelmente usará a mídia tradicional para chegar ao seu público-alvo. Mas se o dinheiro for escasso, precisará ser mais inteligente e construir sua reputação de forma mais barata, quase pessoa por pessoa. Uma opção é criar listas de e-mails e torcer para que a propaganda boca a boca se espalhe.

9. Como as grandes empresas devem superar a dicotomia entre oferecer alta lucratividade aos acionistas, no curto prazo, e sustentabilidade, no longo prazo?
As companhias, especialmente as de capital aberto, têm a tendência de tomar todas as decisões no curto prazo. Por isso, as empresas familiares levam vantagem: suas decisões não serão públicas.
Se você tem um CEO que está prestes a se aposentar, suspeito que ele irá priorizar o curto prazo e tentará aumentar os lucros, reduzindo custos na área de pesquisa e desenvolvimento de produtos, deixando de contratar pessoas. Uma forma de evitar isso é reduzir a bonificação do executivo na saída.

10. Qual deverá ser o perfil do gestor de marketing dos próximos 30 anos?Os novos marqueteiros estão fazendo melhor trabalho ao chamar seus subordinados e clientes para participarem do desenvolvimento de ideias e da concepção dos novos produtos.
Chamamos isso de marketing de cocriação. Eles também estão percebendo que há dois tipos de consumidores: aqueles que se preocupam somente com o preço, que chamamos de clientes transacionais, e aqueles que querem algum tipo de consultoria ou até mesmo alguma customização, que são os chamados clientes consultivos.

FONTE: BlogMídia8

Internet bate revistas e vira 3ª maior mídia do mundo

A mídia online ultrapassou as revistas em faturamento publicitário mundo afora e e se torna a terceira maior mídia em escala global. Os dados são resultado de um estudo realizado pela Zenith Optimedia, que mostra também uma aproximação da web com os jornais. A internet atraiu US$ 55 bilhões de investimentos em todo o mundo, com isso, já é dona de 12,6% do bolo publicitário no planeta, ficando atrás apenas dos jornais, com 23,1% e da televisão, com 39,4%. As revistas estão agora em quarto lugar, com 10,3%.

A projeção é de que em 2012, ano no qual deverá atingir o share de 17,1% do bolo, a internet se aproxime dos jornais, que deverão contar com 19,4%dos investimentos. Naquele ano, a internet deverá atrair investimentos de US$ 83,9 bilhões, contra US$ 95,4 bilhões dos jornais e US$ 199,7 bi da televisão – que deverá ter participação de 40,6%, um pouco superior à atual.

Dividindo o estudo por regiões, a América Latina figura como destaque, que após um ano registrando o crescimento irrisório de 0,4%, 2010 promete uma alta de 9,3%, o que representa a movimentação de cerca de US$ 33 bilhões, com possibilidade de chegar a US$ 38 bi em 2012.

A América do Norte é a região que passa por mais dificuldades, e a publicidade dos Estados Unidos deverá fechar com receitas abaixo de 2009, cerca de 2% menos. O mercado europeu deverá crescer 0,4%, enquanto a Ásia subirá na casa de 5,9%. Se o Japão for retirado da lista asiática, o índice salta para 10%, o que colocaria a região como a melhor de 2010.

Fonte: Adnews

Comunicação Interativa comemora 15 anos com conquista de novos clientes

A Comunicação Interativa começou bem o ano de 2010, data em que comemora 15 anos de atuação no mercado. Ligada às maiores empresas de comunicação do País, por meio da Associação Brasileira das Agências de Comunicação (ABRACOM), a agência fechou contrato com entidades muito representativas no Estado e até multinacionais, com reconhecimento dentro e fora do país. Os novos clientes contam agora com a nossa assessoria de imprensa para consolidar ainda mais sua imagem junto à sociedade e aos veículos de comunicação.

Na lista de novos parceiros estão a Anglo American, um dos maiores grupos em mineração e recursos naturais do mundo, e a Petrobras, que dispensa apresentação no Brasil. Também fechamos contrato com o Conselho Regional de Contabilidade, órgão responsável pela regulação dos profissionais de contabilidade em Goiás. A JC Distribuição, uma das maiores empresas de distribuição e atacadista do país, é outra empresa que já conta com os serviços prestados pela Comunicação Interativa.  Da mesma forma, o Wimóveis.com, primeiro portal de imóveis do Brasil, se beneficia da experiência e profissionalismo da equipe da agência, associada também à Amcham Goiás.

Confira breve perfil dos novos clientes:

Anglo American – um dos maiores grupos em mineração e recursos naturais do mundo. Com mais de 100 mil empregados, atuando em 45 países. O grupo também líder global na extração de platina e diamante, além de ter forte participação em metais básicos, ferro e carvão, com operações nos cinco continentes.

Petrobras – líder do setor petrolífero brasileiro, está expandindo suas operações para estar entre as cinco maiores empresas integradas de energia no mundo até 2020. Presente em 28 países, é a oitava maior empresa global por valor de mercado e a maior do Brasil (US$ 164,8 bilhões).

Conselho Regional de Contabilidade de Goiás – CRC-GO – órgão responsável pela regulação dos profissionais de contabilidade no Estado de Goiás, possui 10 mil profissionais em seus quadros. Cuida das boas práticas do segmento e também fiscaliza a aplicação do Código de Ética da profissão. A regional goiana funciona desde o ano de 1949.

JC Distribuição – uma das maiores empresas de distribuição e atacadista do país, com amplo conhecimento do Centro-Oeste. Ocupa um moderno e amplo espaço físico com 21.500 m², construídos numa área de 69.000 m². Em 2007, ficou em 32º lugar no ranking das maiores empresas em vendas na região Centro-Oeste.

Wimóveis.com – criado em 1998, foi o 1º portal de imóveis do Brasil. Atualmente, é o maior e mais acessado classificados multi-imobiliárias de Brasília-DF. O portal está representado no Espírito Santo , Região dos Lagos -RJ, Goiânia -GO, Santa Catarina, Recife-PE e em Salvador-BA. Mensalmente, são mais de 13 milhões de páginas-vistas ( page-views ),  1 milhão de imóveis visitados,  5 milhões de fotos vistas, 190 mil visitantes.

Crise de imagem, uma morte anunciada

Definições, dicas, pecados. O artigo da jornalista e consultora de comunicação Olga Curado argumenta sobre as ameaças de mácula na imagem de uma organização e trata de simples práticas de atendimento à imprensa que podem garantir o êxito diante de uma crise de reputação.

Crise de imagem, uma morte anunciada

Por Olga Curado*

“Água no umbigo, sinal de perigo!” A advertência do salva-vidas nas praias é a evidencia de uma sabedoria: a água sobe aos poucos. Assim como as marés a crise também é um momento de ruptura anunciada.

A crise de imagem é a ameaça à perda do mais importante ativo de uma pessoa ou de uma organização: a sua reputação. A imagem é a atribuição de qualidades ou defeitos a alguém ou a alguma coisa, que não são necessariamente verificados objetivamente. A reputação é a percepção de ganhos adicionais proporcionados por alguém ou por uma organização, além das suas obrigações contratuais. Sendo assim, uma boa reputação não se resume a prestação do serviço contratado, mas diz respeito aos os benefícios produzidos além desse contrato.

Marcas, na sua essência visam sintetizar reputações. Reputações fortalecem a imagem. Imagem, reputação consolidam relações de confiança.

A crise é essencialmente a perda de confiança na relação entre a pessoa ou organização com os seus públicos de relacionamento. Na prática é quando as ações deixam de se identificar com discurso.

A crise sempre será o reflexo de uma falha no processo de gestão, seja na coleta de informação, no seu processamento, na execução das ações e nos resultados obtidos. As ações são percebidas com a materialização do discurso. A fala das pessoas e das organizações não produz, sozinha, vínculos com os públicos. As ações sim. Elas são sempre comparadas às palavras – declaração de missão e de valores, organizados para demonstrar os compromissos éticos, responsabilidade e qualidade na prestação de serviço e nos relacionamentos.


O árduo trabalho da recuperação da confiança de uma organização ou de umapessoa vítima de uma crise de imagem parte, como todo tratamento, do reconhecimento das próprias vulnerabilidades. Não se trata de fazer um “mea culpa” público, um gesto de auto flagelamento. A recuperação eficaz depende essencialmente do diagnóstico interno em relação à necessidade de revisão de processos.

Na crise de imagem é dada uma atribuição pública de responsabilidade a alguém, por ações danosas, por inépcia, deslealdade, imoralidade, incompetência ou ilegalidade. Geralmente a crise de imagem surge pela divulgação de uma notícia ou reportagem em que alguém, uma empresa ou instituição são citadas de forma negativa.

Antes de uma notícia ser publicada é de praxe que o jornalista responsável procure a pessoa para responder as acusações – sim, sempre há acusações, ou pelo menos existe ceticismo do repórter que quer esclarecimentos.

Mais do que em qualquer outra situação, a resposta a uma iminente publicação de notícia ruim deve ser rápida. Deve-se evitar ter “todas as informações” antes de falar com a imprensa. Esse é um erro recorrente. A resposta deve ser apresentada com o que for possível o que se souber, e o que não se souber, deve-se dizer que não se sabe, ainda. Mas pecados dos pecados… não se deve esperar que uma crise definhe por si mesma. Isso não vai acontecer.

As relações com a imprensa durante uma crise potencializam as dificuldades que marcam o relacionamento entre a fonte e o jornalista, mas a própria crise é uma oportunidade para desenvolver as bases desse contato por meio de respostas rápidas, claras, dentro do tempo necessário para o profissional de comunicação realizar o seu trabalho.

A capacidade de responder rapidamente é crucial para reduzir o impacto negativo de uma situação. Jornalistas variam bastante na maneira como respondem a situações ainda incertas. Alguns jornalistas vêem que a informação passada, ainda que incompleta, é uma demonstração de transparência, outros são mais desconfiados quanto à linguagem.

Portanto, responder os telefonemas dos jornalistas, mesmo quando o tempo é curto e a informação incompleta, ajuda a compreender a extensão de problemas que estão por vir. A maré não deixa de subir simplesmente porque enterramos a cabeça na areia.

*Olga Curado é jornalista e consultora de comunicação, fundadora da Curado & associados Consultores, para o blog Crise & Comunicação.

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